quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Documentário (XOKÓ)

Esse documentário é o meu projeto de finalização do Curso de Design Gráfico - Unit, onde defendo a utilização das novas tecnologias em sala de aula, através do audiovisual como material para-didático para transmitir conhecimento aos alunos.
Assita o trailer!

Comunidade indígena Xokó, localizada as margens do Rio São Francisco, na Ilha de São Pedro, Município de Porto da Folha a 190km da capital Aracaju, considerado hoje como o último povo indígena sergipano.

APRESENTAÇÃO

O estudo histórico começa quando nos deparamos com a necessidade de estarmos diante da nossa existência, quando buscamos respostas no nosso repertório de informações. É como se dentro da mente existesse um grande arquivo separado por títúlos e ícones que nos conduzem às interrogações do dia-a-dia, sendo que muitas de nossas respostas estão relacionadas a registros de projeções imagéticas produzidas ou adquiridas através da condição racional de catalogar e interpretar.
A visão de um designer questiona o universo ao seu redor, lendo imagens e conduzindo interpretações por meio delas. E de fato quando relacionamos a idéia à imagem a resposta é imediata. O desafio desse projeto é transcrever visualmente para o espectador a narração de uma história verbal e visual, não com o intuito de substituir livros, afinal, através deles se conceitua a representação visual, e sim para facilitar o seu entendimento.


Foto: Marcos Fraga

Os Xokó são remanescentes de vários outros grupos indígenas que, devido a fatores como a escravidão e a miscigenação ocorridas nos séculos passados, foram aos poucos perdendo as características culturais e fenotípicas de seus grupos de origem. Hoje, segundo informações do Cacique Lucimário Apolônio Lima cedidas ao Jornal da Cidade, existem cerca de 70 famílias, que vivem na aldeia em casas de alvenaria com energia elétrica, antenas parabólicas, televisores, rádios e água encanada, novidades que fogem do nosso repertório de informações, que provocam uma reconstrução visual e ideológica sobre uma tribo indígena. Esse fato fortalece a necessidade de se atualizar as fontes históricas já existentes, até então localizadas em trechos de livros, artigos sem cunho didático no que tange às ilustrações, permitindo o acesso mais fácil a essas informações.
Esse projeto prioriza conceituar a comunidade e revelar o seu processo de reconstrução ou evolução, trazer para tela a imagem real de uma tribo indígena nos dias atuais.

OBJETIVO GERAL

Fazer o resgate visual e histórico da última comunidade indígena sergipana, que ao longo do tempo foi perdendo suas referências culturais, e hoje ressurge num processo de reconstrução, cruzando informações do passado com a contemporaneidade. Como pano de fundo desse projeto existe a intenção de despertar maior interesse nos profissionais da área de ensino para a aplicação de recursos audiovisuais em salas de aula, apostando na veracidade das informações atribuídas a essas novas tecnologias.

Foto: Cleanto Amorin

OBJETIVO ESPECÍFICO

Nosso objetivo parte da necessidade de se visualizar o que se lê, complementando o pouco que já existe, e atualizar a metodologia aplicada, defendendo a nossa cultura e fazendo com que ela esteja introduzida no nosso repertório de forma mais imediata. Pretendemos ainda, fazer com que esse primeiro documentário não trate somente da dizimação de uma tribo e sim de todo um processo histórico e cultural, fundamental para o entendimento da sua realidade na contemporaneidade.


Foto: Marcos Fraga

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MELO, Luiz Gonzaga de. Antropologia Cultural; Ed. Vozes, 1987.
SOUZA, George Carvalho Góis. O grafismo indígena Xokó: a reconstrução de uma identidade. Aracaju, 2006. (Monografia apresentada como um dos pré-requisitos para conclusão do curso de Design).
SANTOS Lenalda Andrade e OLIVA Terezinha Alves de. Para Conhecer a História de Sergipe; Ed. Opção Gráfica e Editora Ltda, 1998.
VANOYE, Francis e GOLIOT-LÉTÉ, Anne. Ensaio Sobre a Análise Fílmica; trad. Marina Appenzeller. Ed. Papirus Editora, 1992.
FRANCE, Claudine de. Cinema e Antropologia; trad. Március Freire, Isabel Pagano e Maria Francisca Marcello. Ed. Editora da UNICAMP, 1998.
TURNER, Graeme. Cinema como Prático Social; trad. Mauro Silva. Ed.Summus Editorial, 1997.
SANADA, Vera e SANADA, Yuri. Vídeo Digital; Ed. Axcel Books do Brasil Editora, 2004.

Projeto Gráfico

Projeto gráfico e diagramação do livro " Os Espanhóis em Sergipe Del Rey"
de ROBERVAN BARBOSA DE SANTANA

Desenho - Leonardo Alencar
Pintura digital e layout - Marcos Fraga
Diagramação - Marcos Fraga
Previsão de publicação 1º semestre de 2008

Design Social (Maloca)

APRESENTAÇÃO

O Largo Pedro Braz, mais conhecido como Maloca é reconhecida pela Fundação Cultural Palmares como a segunda comunidade remanescente quilombola urbana do país, fundada em 1931, está localizado no bairro Getúlio Vargas. Representando essa comunidade, hoje, A CRILIBER (Criança e Liberdade), ONG criada pela própria comunidade em agosto de 1988, recebe crianças, adolescentes e moradores da Maloca tendo como objetivo combater a desigualdade social e o racismo, com estímulos educacionais, técnicos e culturais através do apoio voluntários da comunidade e dos moradores vizinhos.


Foto: Marcos Fraga

PROBLEMÁTICA

Apesar de se apresentar como uma comunidade organizada, as famílias que habitam a Maloca são totalmente dependentes da CRILIBER (Criança e Liberdade) que há 19 anos trabalha com a cultura negra dentro e fora da comunidade. Acreditamos que a ONG desempenhe realmente um trabalho contextualizado e que apresente soluções diante das necessidades, que vão desde aulas de reforço escolar a cursos profissionalizantes.

Em 2007 surge o projeto da Secretaria de Turismo do Estado de Sergipe, que visa transformar a comunidade em um ponto cultural, passagem obrigatória no roteiro turístico. Encontramos ai a “nossa problemática”. Será que a comunidade está preparada para receber turistas? O que apresentariam aos visitantes? Para responder essas perguntas decidimos fazer a pesquisa in-loco e ver de perto a situação atual do nosso objeto de estudo.

Foto: Marcos Fraga

Na primeira vista ficamos desapontados, encontramos uma vila muito simples e sem a menor estrutura para atender aos anseios turísticos. A idéia que tínhamos antes da pesquisa in-loco era de uma comunidade afro praticante onde todas as referências culturais estariam expostas.

A falta de uma representação visual ou até mesmo de uma identidade nos levou a vários questionamentos.

Onde estão os artistas desta comunidade?
O que um turista poderia extrair culturalmente da Maloca?
Sem a CRILIBER (Criança e Liberdade) a Maloca teria esse destaque social?
Quem conhece a Maloca?
O que ela realmente representa?
Dentre outras perguntas.

Para poder solucionas essas questões traçamos um cronograma:

1º Intensificar o número de vistas.
2º Realizar mais entrevistas com os moradores e vizinhos da comunidade.
3º Identificar a identidade da comunidade.
4º Conhecer os trabalhos realizados pela CRILIBER (Criança e Liberdade).
5º Catalogar imagens da comunidade.
6º Definir a problemática.

VISITA IN-LOCO

José Luiz Santos (Mestre Saci) fala sobre a cultura afro sergipana.

Saci foi um dos fundadores do Unidos do Quilombo, primeiro bloco afro de Sergipe, foi passista do Bloco Carnavalesco Império Serrano, participou da formação de vários outros grupos afro no estado e hoje desenvolve seu trabalho na CRILIBER (Criança e Liberdade) coordenando o grupo de percussão.

Maria das Virgens (Dona. Caçula) umas das fundadoras da Maloca.

Fala da rotina da comunidade dos trabalhos realizados pela CRILIBER (Criança e Liberdade) e relembra de quando era criança e como era a Maloca quando ela chegou, casas de palha e chão batido e comenta que hoje a comunidade está linda, pavimentada repleta de pessoas de bem.

Dona Creuza, fala sobre comunidade.

Os principais eventos da Maloca, como, o Rasgadinho(Carnaval), o Forró do Paul no Meio (realizado no ultimo sábado do mês de maio), falou sobre o Natal onde todas as famílias se reúnem numa espécie de praça central e comemoram juntos, cada morador leva uma prato e fazem a festa. Falou de outros eventos como o Concurso da Beleza Negra e o Dia das Crianças, sempre eventos voltados para a comunidade, mas abertos para pessoas de fora também.

IMAGENS DA COMUNIDADE

Entrada pela rua Riachão.

Padrão das casas.

Entrada pela rua dos Estudantes.

Devoção à santos católicos.
Espécie de palco improvisado para apresentações.
CRILIBER

Sede da CRILIBER (Criança e Liberdade).

Aulas de reforço escolar.

Aulas de informática para crianças e adolescentes, na própria sede.
Ballet AfroCRILIBER, a direita da foto Luiz Bomfim diretor da CRILIBER.
Apresntação do Ballet AfroCRILIBER
DEFINIÇÃO DA PROBLEMÁTICA

Após essa pequena mostra que apresentamos, ficamos mais felizes como resultado da aplicação do nosso cronograma, agora temos ferramentas para identificar a problemática real da comunidade, justificar a nossa presença dentro dela.

Alem de não estar preparada fisicamente para entrar no roteiro turístico do estado, encontramos outros detalhes que impossibilitam o sucesso desse novo projeto. Como por exemplo, a falta de uma identidade visual que venha realmente representar a comunidade, a falta de estrutura física, falta de uma sinalização representativa nas fronteiras geográficas da comunidade...

OBJETIVO

Nosso projeto visa dar condições a comunidade de desenvolver o processo de reconstrução visual e física para que possa relamente estar presente no roteiro turístico do estado de Sergipe.

JUSTIFICATIVA

A comunidade tem muita história para ser mostrada, muita cultura reprimida ou mal explorada, tem todas as ferramentas para se tornar um foco cultural e representar a herança afro dentro do estado.

DEFINIÇÃO DO NOSSO PROJETO

Identificar a linguagem visual correta para a Maloca e aplicá-la num projeto de programação visual.
IDEALIZAÇÃO:
Marcos Fraga
GRUPO DE ESTUDO:
Allan Lima
Antônio Henrique
Hugo Raphael
José Araújo Júnior
Marcos Fraga
Shisley
ORIENTADORES:
Sandro Ribeiro - Especialista em Comunicação Social /Marketing
Fernando Marinho - Especialista em Design Gráfico/Tecnologias Digitais
CONVIDADOS:
Emanuele Torinho - Historiadora
Cleanto Amorin - Assitente de direção e still

Design Social (Programação Visual da Maloca)

Nosso projeto de programação visual constituísse de se desenvolver uma nova linguagem visual, identificando elementos que representem melhor a comunidade, trabalhando assim com a padronização da nova identidade através dos seguintes itens:

* Sinalização das fronteiras geográficas que se refere à entrada de veículos da Rua Riachão e a entrada de pedestres pela Rua dos Estudantes, através da aplicação de totens.
* Padronizar as cores das casas.
* Propostas de melhorias físicas para atender as exigências do mercado turístico.




PROPOSTA DE IDENTIDADE



Aplicação em todas as peças, respeitando cores e proporções.

APLICAÇÃO EM TOTENS

Entrada de pedestres e entrada de veículos.


Para receber melhor o turísta e para melhorar a vida dos moradores, a aplicação do toten deve vir acompanhada das reformas ilustradas, como a pintura das casas, a implantação de uma escada e da rampa para cadeirantes.


Padronização nas pinturas das casas e a padronização das barracas da feira Afro.

Estande móvel para atendimento ao turísta.


Para facilitar a vida dos turistas e das pessoas que transitam na comunidade, é necessária a implantação de elementos decorativos e banheiros químicos que mantenham as cores padronizadas, oferecendo assim uma melhor estrutura para a comunidade e seus visitantes.
IDEALIZAÇÃO:
Marcos Fraga

GRUPO DE ESTUDO:
Allan Lima
Antônio Henrique
Hugo Raphael
José Araújo Júnior
Marcos Fraga
Shisley

ORIENTADORES:
Sandro Ribeiro - Especialista em Comunicação Social /Marketing
Fernando Marinho - Especialista em Design Gráfico/Tecnologias Digitais

CONVIDADOS:
Emanuele Torinho - Historiadora
Cleanto Amorin - Assitente de direção e still

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Dia das Crianças (HIV)

Trabalho fotográfico realizado em 2006 para Secretaria de Saúde à pedido do Dr. Almir Santana para campanha do Dia das crianças com HIV.




Obs: Uma das maiores e mais signifcante experiência da minha vida.

Livro Infantil (Lilian Rocha)

O Chá das oito é o mais rescente trabalho da escritora e pedagoga sergipana Lilian Rocha que conta a história de um autor que descobre ser capaz de falar com objetos, e começa a viver um grande conflito. A obra começou a ser escrita em janeiro de 2005 e foi criada a partir de uma peça escrita por Lílian para seus filhos.


Projeto Gráfico e Pintura Digital - Marcos Faga
Ilustrações - Valter Schueler


A primeira tiragem do livro sai com 1.500 cópias, e a história nos palcos até maio de 2008. O texto foi um dos cinco selecionados pelo programa ‘Aracaju + Cultura’, da Prefeitura Municipal, que lançou edital de apoio às peças de teatro locais.







Obs: Parabenizo o grande ilustrador Valter Schueler pelo
trabalho maravilhoso o que possibilitou em parte o sucesso
do livro. O Shueler é tão perfeccionista que precisei de mais
de uma semana para pintar 12 ilustrações fora a diagramação.
Um trabalho novo para mim, uma parceria incrível e acredite
que só nos conhecemos pessoalmente dias antes de entregar o
projeto na gráfica.

A minha amiga Lilian Rocha só tenho a agradecer e desejar
muito sucesso.

Renda Irlandesa (Divina Pastora - SE)

Pesquisa in-loco para trabalho de design social visando o desenvolvimento de uma identidade visual para Renda Irlandesa de Divina Pastora. Sob a orientação da profª.Althair (UNIT) o grupo formado por Alessandro, Allan, Talles e Marcos Fraga iniciam o processo de identificação e questionamento durante a visita a sede da comunidade das rendeiras.



Discutimos informações e identificamos as necessidades.


A cidade de Divina Pastora encontra-se à 39km de Aracaju
com aproximadamente 4 mil habitantes, a cidade vive do
petróleo, pecuária, cana-de-açúcar, artesanato (renda irlandesa,
e objetos decorativos em madeira). Cerca de 70% da população
sobrevive com salário da prefeitura.



Acompanhando o processo de produção da Renda Irlandesa.



Conhecendo os materiais usados.






Alguns trabalhos realizados artesanalmente pelas rendeiras.
Registro da visita às rendeiras de Divina Pastora.











Banco de Imagem para ORSSE (Orquestra Sinfônoica de Sergipe)

Trabalho fotográfico realizado para ORSSE à pedido do maestro Ghilherme Mannis.

























Agradecimento especial à minha amiga Rose e Bruno.